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Revista Encontro – Cultura Urbana

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Projetos com espaços amplos, muito concreto e tubulações aparentes mostram que o estilo industrial vem ganhando adeptos.

AMANDA ALEIXO

A década de 1950 foi um marco para a cul-tura norte-americana: Brigitte Bardot ditava moda, a televisão caminhava a passos largos e Elvis Presley era coroado rei do rock. Na arquite-
tura, foi a vez de os interiores norte-americanos ganharem outra cara. Os grandes galpões nos arredores de Nova York davam lugar a estúdios de arte e residências: os famosos lofts. Com es-
paços amplos, poucas paredes e acabamentos expostos e desprendidos de luxo, o estilo industrial se firmou e serviu de referência para a arquitetura da época. Entre as características,
iluminação em trilhos, tubulações e blocos de concreto aparentes.

No Brasil, a tendência logo ganhou adeptos. O estilo voltou com força e agora é valorizado em materiais como o cimento queimado, técnica que pode ser aplicada no piso ou em paredes. O famoso tijolinho, já conhecido pelas composições rústicas, passou a ser trabalhado numa ótica mais urbana e descolada. Para quem quer seguir a tendência, vale apostar na integração dos ambientes.  Quem quer novos ares para o lar evitando o quebra-quebra deve investir em texturas ou instalar papéis de parede que imitam o concreto. No lugar de móveis clássicos, valorizar as peças modernas e adornos metálicos. Se for confiar no próprio gosto, cuide para que o espaço não fique muito fechado ou a decoração exagerada.

NOVEMBRO DE 2015 Encontro I 131